O rraurl.com acaba de anunciar com exclusividade o RMC 2010 (Rio Music Conference), um “evento para fãs e indústria da música eletrônica com sede na capital carioca”, cuja segunda edição acontecerá nos dias 10 e 11 de fevereiro, na Marina da Glória, que também sediou a versão de 2009. A programação conta com palestras, painéis, workshops e feira de negócios, e acontece das 15 às 2h, em ambos os dias.
Segundo a organização do evento, os trabalhos serão orientados por quatro temas, capacitação, tecnologia, mercado e setor artístico. A idéia é a de que “Os temas e participantes trarão novamente ao domínio público o que de mais relevante vem sendo discutido, vendido e apresentado a quem vive e consome música eletrônica, de forma a agregar conhecimento e informação para fãs, executivos, DJs, jornalistas, produtores e agentes”.
Dei uma olhada na programação e achei insossa, tudo muito genérico e sem substância. Parece que ainda se trata de uma posição analógica tentando digerir, a seu modo, o universo digital. Será discutido “como ganhar dinheiro em um universo de gigas e bytes”, direitos autorais (pôxa, ainda?), haverá espaço para o público interagir diretamente com “seus ídolos”, um debate sobre a música independente que ainda parece perplexo diante do cenário (então não precisam de nós?), ou “como manter-se em evidência”, “como ser um rock star”.
Não sei… pra mim está faltando uma discussão de peso, algo que de fato parta de dentro do universo eletrônico, e que não apenas fique a olhá-lo, atônito. Particularmente, gostaria de ver Paul Kalkbrenner falando de Berlin Calling, o filme, e de suas produções; gostaria de saber por que o Click Box e Barem estão trabalhando com a Minus e não em seus locais de origem (nada contra, muito pelo contrário, mas queria ver alguém discutindo por que motivo algumas sonoridades ainda causam tanto estranhamento por aqui). Enfim.
Na versão de 2009 houve uma sessão chamada “Internet, I love you”, e dentro dela uma mesa em que estavam Anderson Noise, Marlboro e outros, chamada “Network para o sucesso”.
Pois então: não parece que o foco está equivocado? Ao invés de se pensar a mudança de valores que os novos espaços geram, ouvimos apenas memórias sobre as trajetórias musicais de cada um. É legal, mas gostaria de ver gente especulando sobre o que está por vir, não sobre “como me tornei famoso”. Se for pra isso, Jesus Luz é o mais indicado a falar.
De qualquer modo, desejamos sucesso ao evento. Segue o roteiro que se tem até o momento:
Programação 10/02
PALESTRAS
18:00 – Economia e Mercado – pesos pesados da indústria do entretenimento discutem os caminhos e oportunidades que se abrem neste cenário pós-crise.
20:00 – Mundo Digital – as diferentes plataformas para se ganhar dinheiro em um universo de gigas e bytes
22:00 - Questions & Answers (Q&A) – um formato inédito, onde o público participa ativamente, com perguntas aos artistas.
PAINÉIS
19:15 – Legal Issues: Copyrights, Direitos Autorais
21:15 – Legal Issues: Leis de Incentivo
Programação 11/02
PALESTRAS
18:00 – Trilhas Sonoras – um debate sobre um dos mercados mais promissores para jovens produtores.
20:00 – Música Independente - como é este mercado que funciona (muito bem) à margem do mainstream.
22:00 – Momento DJ – A música eletrônica, assim como a figura do dj, passa por um momento de transição no país. Como manter-se em evidência num mercado tão acirrado?
PAINÉIS
19:15 – Eletrônica na World Music – a música eletrônica ultrapassou as fronteiras dos clubs e infiltrou-se em todas as camadas sociais.
21:15 – How to be a Rock Star? – Se você tem ou quer ter uma banda, saiba como se comunicar, se relacionar com gravadoras, fãs e imprensa.
26/11/2009 23:11:40
Muito boa noticia, mas como vc mesmo falou muito sonso e como eu diria “Sin cojones”
07/07/2010 10:07:20
This is good that people can receive the loans and that opens completely new possibilities.